Como funciona a execução de sentença no DF
- gil celidonio
- 7 de jan.
- 3 min de leitura
Você ganhou a ação, mas ainda não recebeu? No Distrito Federal, o cumprimento (ou execução) de sentença segue o Código de Processo Civil e os procedimentos do TJDFT. Com a estratégia certa, é possível acelerar bloqueios, reduzir riscos e transformar a decisão judicial em dinheiro no seu bolso.
O que é e quando usar
O cumprimento de sentença é a fase destinada a fazer valer uma decisão judicial já proferida, especialmente para cobrar valores. No DF, ele tramita eletronicamente no PJe do TJDFT.
Para cobrar quantia certa reconhecida em sentença.
Para obrigações de fazer, não fazer ou entregar coisa (com medidas coercitivas).
Após o trânsito em julgado ou de forma provisória, quando permitido.
Passo a passo no TJDFT
Prepare o pedido com cálculos atualizados Apresente planilha com correção monetária e juros conforme a sentença, indique o índice aplicável, datas e demonstrativo do valor devido. Quanto mais claro o cálculo, mais rápido o deferimento.
Intimação do devedor para pagar (15 dias úteis) O devedor é intimado para pagar voluntariamente em 15 dias úteis. Se não pagar, incidem multa de 10% e honorários de 10% sobre o valor devido.
Multa e honorários (10% + 10%) Encerrado o prazo sem pagamento, o crédito aumenta automaticamente, abrindo caminho para atos de constrição patrimonial.
Pesquisa e bloqueio de bens Com a ordem judicial, são realizadas buscas patrimoniais e bloqueios, priorizando bens líquidos. SISBAJUD: bloqueio em contas e investimentos.
RENAJUD: restrição e penhora de veículos.
CNIB e registro de imóveis: localização e indisponibilidade de imóveis.
SERASAJUD: negativação do devedor para estimular o pagamento.
Penhora, avaliação e leilão Localizados os bens, o juiz determina a penhora, a avaliação e, se necessário, o leilão. O credor pode sugerir a ordem dos bens e indicar alvos específicos.
Defesas do devedor Após garantir o juízo (depósito ou penhora), o devedor pode apresentar impugnação em 15 dias, discutindo questões como excesso de execução ou cumprimento parcial.
Pagamento e levantamento Realizado o pagamento ou arrematação, o credor levanta os valores por alvará ou transferência eletrônica. Em créditos com juros correntes, atualize a planilha para quitação integral.
Prazos e custos no DF
Prazo para pagamento voluntário: 15 dias úteis a partir da intimação.
Prazo para impugnação do devedor: 15 dias após a garantia do juízo.
Custos: podem incluir custas complementares, diligências de oficial de justiça e taxas de leilão. A multa e os honorários de 10% costumam ser devidos no não pagamento voluntário.
Boas práticas para acelerar a execução
Apresente planilha detalhada com índices e datas, evitando impugnações por erro de cálculo.
Peça, desde o início, pesquisas amplas e repetidas em ciclos (SISBAJUD, RENAJUD, CNIB).
Negativação via SERASAJUD para aumentar a efetividade da cobrança.
Priorize bens de alta liquidez e indique ativos específicos do devedor.
Mantenha a execução ativa com pedidos periódicos e monitoramento do PJe.
Erros comuns a evitar
Não atualizar juros e correção até a data do pedido.
Limitar-se a uma única tentativa de bloqueio bancário.
Ignorar bens alternativos como veículos, quotas, direitos e imóveis.
Perder prazos por falta de acompanhamento constante.
Por que contar com um advogado no DF
Domínio dos fluxos do TJDFT e do PJe para reduzir idas e vindas.
Estratégia de constrição eficiente, com pedidos assertivos e fundamentados.
Negociação de acordos vantajosos, quando convém ao credor.
Redução de riscos de nulidades e de excesso de execução.
Conclusão
Executar uma sentença no DF exige técnica, agilidade e estratégia. Com cálculos corretos, pedidos bem fundamentados e uso inteligente das ferramentas de constrição, você aumenta significativamente as chances de receber mais rápido. Quer transformar sua decisão em resultado concreto com segurança? Nosso time pode ajudar.




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