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Como funciona a defesa criminal em casos de violência doméstica em Brasília

  • Foto do escritor: gil celidonio
    gil celidonio
  • 3 de jan.
  • 4 min de leitura

Se você ou alguém próximo responde a uma acusação de violência doméstica no Distrito Federal, entender o caminho legal e agir com rapidez pode fazer toda a diferença. Este guia explica, de forma clara, as etapas do processo, os direitos do acusado e as estratégias de defesa legítimas em Brasília, sempre com respeito às vítimas e à legalidade.



Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta jurídica individualizada.



Contexto legal no DF

No Distrito Federal, casos de violência doméstica e familiar contra a mulher seguem a Lei Maria da Penha e tramitam, em regra, nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do TJDFT. A atuação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), da Polícia Civil do DF (PCDF) e do Poder Judiciário é integrada para garantir celeridade e proteção à vítima, bem como o devido processo legal ao investigado.



Passo a passo da defesa em Brasília

  1. Boletim de ocorrência e medidas protetivas: A notícia do fato pode gerar medidas protetivas de urgência (como afastamento do lar e proibição de contato). É essencial cumprir integralmente qualquer ordem judicial para evitar o crime de descumprimento (art. 24-A da Lei Maria da Penha).

  2. Inquérito policial: A PCDF colhe depoimentos e provas. O investigado tem direito ao silêncio e à assistência de advogado desde a fase policial. A defesa pode apresentar documentos, indicar testemunhas e requerer diligências.

  3. Prisão em flagrante e audiência de custódia (se houver): Em até 24 horas, o juiz avalia a legalidade da prisão e a necessidade de medidas cautelares (como monitoração eletrônica, proibição de contato, comparecimento periódico), sempre observando a proporcionalidade.

  4. Denúncia e resposta à acusação: Havendo lastro probatório mínimo, o MPDFT pode oferecer denúncia. Após a citação, a defesa apresenta resposta no prazo legal, arguindo preliminares, juntando provas e arrolando testemunhas.

  5. Instrução e julgamento: O TJDFT realiza audiências para ouvir vítima, testemunhas e o acusado, além de analisar perícias e outros elementos. A defesa pode produzir provas, contraditar versões e requerer diligências complementares.

  6. Sentença e recursos: A decisão pode ser objeto de apelação ao próprio TJDFT, além de outros recursos cabíveis conforme o caso.


Direitos e garantias do acusado

  • Ampla defesa e contraditório, com presunção de inocência.

  • Assistência de advogado em todas as fases (policial e judicial).

  • Acesso aos autos e às provas, observadas eventuais restrições de sigilo.

  • Medidas cautelares proporcionais e fundamentadas, com possibilidade de revisão.


Estratégias de defesa legítimas

  • Análise técnica do caso: Estudo detalhado do boletim de ocorrência, das medidas protetivas e da tipificação penal (ameaça, lesão corporal, injúria, dano etc.).

  • Investigação defensiva: Coleta de provas lícitas pela defesa (documentos, imagens, histórico de mensagens, registros de localização), preservando a cadeia de custódia e a integridade dos dados.

  • Testemunhas e álibi: Identificação e preparação de testemunhas, além de elementos de corroboração (acessos, rotas, horários).

  • Teses jurídicas: Atipicidade do fato, ausência de dolo, fragilidade probatória, nulidades processuais, legítima defesa e outras teses aplicáveis conforme o caso concreto.

  • Medidas processuais: Pedido de revogação ou substituição de cautelares, ajustes em medidas protetivas e incidentes probatórios.


Lei 9.099/95 e ANPP: o que saber

O art. 41 da Lei Maria da Penha afasta a aplicação da Lei 9.099/95 aos crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Já o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), previsto no CPP, tem requisitos próprios e sua viabilidade depende do caso concreto, da análise do Ministério Público e do entendimento jurisprudencial vigente. Em geral, não se aplica quando houver violência física ou grave ameaça, mas a avaliação precisa ser individualizada.



Erros comuns que comprometem a defesa

  • Descumprir medidas protetivas ou cautelares, gerando novas imputações.

  • Prestar depoimento sem orientação de advogado.

  • Apagar mensagens, mídias ou dados que podem servir como prova.

  • Tentar contato direto com a vítima quando há proibição judicial.


Por que contar com um criminalista em Brasília

  • Atuação cotidiana nos Juizados de Violência Doméstica do TJDFT e entendimento das rotinas locais.

  • Agilidade para pedidos de revogação/substituição de cautelares e ajustes em medidas protetivas.

  • Estratégia alinhada às práticas do MPDFT e à jurisprudência local.


Como um atendimento especializado ajuda

Um acompanhamento técnico e humanizado reduz riscos, organiza a prova e garante postura processual correta desde o primeiro dia. Um fluxo eficaz costuma incluir:


  • Diagnóstico inicial com análise dos autos e mapeamento de riscos.

  • Plano de ação com cronograma de diligências, coleta de provas e pedidos ao juízo.

  • Defesa contínua em todas as audiências e prazos, com atualização clara e constante.


Perguntas rápidas

  • Quanto tempo dura o processo? Varia conforme a complexidade, número de diligências e agenda de audiências do TJDFT.

  • Posso responder em liberdade? Na maior parte dos casos, sim, com cautelares proporcionais. Depende da análise judicial.

  • ANPP é possível? Depende dos requisitos legais, da atuação do MP e das circunstâncias do caso. Exige avaliação individual.


Próximos passos

Se você precisa de orientação imediata, busque um advogado criminalista com experiência em violência doméstica no DF. Uma avaliação rápida e estratégica pode evitar erros, reduzir impactos e proteger seus direitos.


Atenção: cada caso é único. Agende uma análise sigilosa para receber um plano de defesa sob medida.


 
 
 

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© 2025 por Mike Robert.

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